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O Diabo Veste Prada completa 10 anos; Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt comentam o filme

O Diabo Veste Prada completa 10 anos; Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt comentam o filme

No momento em que Meryl Streep leu o roteiro de “O Diabo Veste Prada” em 2006, ela sabia que seria um grande trabalho. Mas, apesar de todos os seus prêmios e a reputação de maior atriz do planeta, Streep sempre teve dificuldades em negociar maiores salários.

Talvez fosse Miranda Priestly, uma editora de revista de moda tão poderosa que poderia aterrorizar seus subordinados sem nem mesmo levantar a voz, que deu coragem a Streep para subir o cachê. “Eu estava com 55 anos e tinha acabado de aprender o valor do meu nome”, disse a atriz.

O Diabo Veste Prada mostrou a Hollywood que nunca é sábio subestimar o valor de uma mulher forte. O filme, baseado no best-seller de Lauren Weisberger, foi produzido rapidamente e lançado perigosamente na mesma época que a super produção Superman – O Retorno. Mas Miranda conseguiu derrubar o homem de aço nas bilheterias. Faturou 326 milhões de dólares para a Fox e tornou-se uma referência para jovens mulheres e homens que não suportam a idéia de perder sua identidade no trabalho.

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“Eu não tinha idéia do que apareceria para mim a cada semana da minha vida depois que esse filme saiu”, disse Emily Blunt, a primeira assistente de Miranda. Anne Hathaway acredita que o grande apelo de “Prada” é a natureza universal das histórias de chefes exigentes. “Todo mundo já teve uma experiência como essa”, diz Hathaway. Stanley Tucci, que interpreta o editor chefe da revista Runaway, Nigel, coloca de forma mais prática. “É um filme brilhante, caramba!”, diz ele. “Os filmes brilhantes tornam-se influentes, não importa sobre o que eles tratam”.

Problemas nos bastidores

“Os dias eram longos”, comenta o diretor David Frankel sobre os 55 dias de gravações de O Diabo Veste Prada. A Fox demorou anos para aceitar levar a história para os cinemas. Anne Hathaway tinha um namorado ciumento (Raffaello Follieri, que foi preso por crime de fraude) que não queria que ela trabalhasse à noite. Haviam problemas com o orçamento apertado. 72 horas antes de iniciar as gravações, eles não tinham encontrado o ator certo para interpretar Nigel. Sem falar nos quatro escritores que trabalharam em roteiros que acabaram no lixo e quase perder Emily Blunt para outro projeto.

“Estávamos caminhando sobre gelo muito fino”, disse Frankel. “Este poderia ser o fim de tudo para nós”. Em vez disso, O Diabo Veste Prada foi uma rampa de lançamento para a carreira de quase todos os envolvidos. Streep se mostrou um nome forte nas bilheterias, o filme apresentou a britânica Emily Blunt para o público norte-americano e mudou completamente a carreira de Anne Hathaway, que fazia o seu primeiro filme adulto.

Quando David Frankel conseguiu se reunir com o produtor da Fox Wendy Finerman, foi honesto com relação a suas preocupações. “Miranda parecia uma bruxa e a motivação de Andy era conseguir sua vingança. Haveriam conflitos e Miranda seria humilhada. Não achei certo. Minha visão é de que devemos ser gratos pela excelência. Então, por que as pessoas excelentes, necessariamente, precisam ser boas?”

Com essa visão em mente, os executivos precisaram buscar um roteirista para escrever um novo script do zero. Em vez de adaptar perfeitamente o livro, o filme seria sobre o sacrifício que mulheres bem sucedidas fazem em uma revista de moda.

Frankel escolheu Aline Brosh McKenna, que reescreveu o filme em um mês. E havia só uma atriz na lista de desejos para interpretar a nova Miranda, Meryl Streep. E a grande preocupação de Streep é que Miranda não fosse uma caricatura, mas sim, uma realizadora, uma empresária. O monólogo onde Miranda explica à Andy como o mundo da moda é responsável pelo nada interessante blusão azul que ela está usando é um dos seus momentos preferidos no filme.

Quem inspirou Miranda Priestly?

Pensava-se que Miranda de Streep era inspirada em Anna Wintour, editora chefe da revista Vogue Americana.  Talvez no livro, sim. Mas durante a turnê do filme, Meryl Streep revelou que sua interpretação foi inspirada em um homem, mas nunca disse quem. Agora, a identidade do homem que inspirou o tom de Miranda Priestly foi revelada: Clint Eastwood.
“Ele nunca, nunca, nunca levanta a voz e todos se inclinam para ouvi-lo. Automaticamente, ele se torna a pessoa mais poderosa na sala”, comenta Streep.

Elenco entrosado

Streep é conhecida por ser simpática e entrosada com todos nos sets dos filmes. Mas em “Prada”, ela manteve uma certa distância dos colegas para manter a a química desconfortável em suas cenas. Já o restante do elenco, permaneceu ligado como família. Alguns até se tornaram família de verdade. Stanley Tucci é casado com Felicity, irmã de Emily Blunt, que conheceu no casamento de Emily, um convite que não teria recebido se não tivesse interpretado Nigel. “Tudo graças a O Diabo Veste Prada”, diz Blunt.

A vida de Blunt mudou da noite pro dia com o filme. Ela estava vivendo em Los Angeles e ia todos os dias tomar café da manhã no mesmo lugar. “No dia em que o filme saiu, de repente todas as pessoas na padaria sabiam quem eu era. Foi surreal”, disse a britânica. Anne Hathaway comenta que sua nova amiga estava destinada à grandeza de Hollywood. “Eu nunca havia testemunhado uma estrela nascendo antes, esta foi a primeira vez que vi isso acontecer”.

Existe um segundo livro, mas não há interesse do elenco em fazer um Diabo Veste Prada Parte 2. “Eu adoraria fazer um filme com todo este elenco novamente, mas algo totalmente diferente. Prada, é bom deixá-lo do jeito que é”, diz Hathaway.

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